Um poema para justificar a autoria incerta…

Publiquei o meu primeiro livro com o nome S. Franclim. Poderia apresentar algumas razões para tal; mas vou guardá-las para mim. A determinada altura, comecei a publicar sob o nome Sérgio Sousa-Rodrigues. Hoje, escrevo com o nome Sérgio Franclim… Mas o nome pouco importa.

O POLÍPTICO DOS NOMES


Quando morrer,

Não saberei quem fui

Nem saberei quem,

Para lá da ponte imensa

E na noite mais longa atravessada,

Por fim eu serei.

Cada nome um dia tido

Será somente pormenor

Desse dia já esquecido.

Assim, ter primeiro sido S. Franclim;

Talvez igual seja ser

Outra vez Sérgio no fim.

XXI-V-2008