2002: O Fim do Mundo

Lisboa, Hugin, 2002.

 

DA CONTRACAPA:

“E se Nun’ Álvares regressasse para novas batalhas não usaria cota, nem escudo, mas, ao cabo, seria idêntico. A mesma chama noutro invólucro. Não combateria castelhanos, combateria portugueses escreveu Junqueiro.”

(do capítulo A Razão de Portugal)

O FIM DO MUNDO, Evola, Guénon e Pessoa é uma obra composta por dois livros. O primeiro interroga a existência lusíada através do pensamento de Julius Evola e René Guénon. Com a consciência de que o Mundo se encontra em plena crise e que Portugal prolonga-se próximo da obscuridade vigente, abordam-se os contornos a que a Pátria está sujeita. O individualismo, o racionalismo e o materialismo são, então, os contornos mais significativos do Mundo Moderno (dito civilizado) e a origem do caos existencial.

O segundo livro desta obra recupera todo o pensamento nacionalista e filosófico de Fernando Pessoa. Ele é, em vez de ser a anulação (como todos os críticos pessoanos quase sempre fazem) do seu pensamento concreto, a valorização da verdadeira essência pessoana, pois o autor de Mensagem foi um homem consciente da realidade supra-histórica de Portugal e o cristo do Portugal real. A partir do profético sebastianismo de Pessoa, S. Franclim articula a identidade lusíada com as premissas do mundo actual, este analisado na primeira parte de O FIM DO MUNDO.

Este novo ensaio de S. Franclim é a recapitulação da identidade portuguesa e da identidade humana, ambas as identidades inseridas num propósito que vai para além de toda a negação. No final da obra, alguns excertos de Fernando Pessoa enquadram o leitor no verdadeiro pensamento do Poeta, que soube sentir Portugal no seu real âmago e no seu verdadeiro destino.

 

ÍNDICE DO LIVRO:

PRÓLOGO

LIVRO I

1. – PORTUGAL E O MUNDO MODERNO: A OBSCURIDADE LUSÍADA

2. – OS CONTORNOS DO OCIDENTE

2.1 – O INDIVIDUALISMO

2.2 – O RACIONALISMO

2.3 – O MATERIALISMO

3. – O CAOS OU O FIM DE UM TEMPO: A CONSUMAÇÃO DO IMPÉRIO

LIVRO II

1. – FERNANDO PESSOA: O TERCEIRO AVISO

2. – FERNANDO PESSOA: HOMEM E PROFETA

2.1 – O POETA

2.2 – A GENIALIDADE E A MEDIUNIDADE NO SER MÚLTIPLO

3. – A ESPERANÇA PESSOANA

3.1 – O MITO NACIONAL: O NEVOEIRO E O ENCOBERTO

3.2 – O SEBASTIANISMO COMO PORTA PARA O MUNDO INTELIGÍVEL DE PORTUGAL

3.3 – A RAZÃO DE PORTUGAL

O Fim do Mundo na revista Tempo Livre (OUT/2002).