2002: Os Montes da Glória

Lisboa, Fundação Lusíada, 2002.

Dia do lançamento: 12 de Novembro, na Sociedade de Geografia.

DA CONTRACAPA:

Uma obra onde o mistério se confunde com os sentimentos tidos no entardecer do nevoeiro que hoje envolve o Mundo. Possui uma história criada com a luz lusitana e exprimida com a força do Espírito… De um testamento, surgem os versos deixados para André, que é a encarnação dos vindouros. Da experiência, surge a sombra do Fim e a consumação de um segredo que é maior do que todas as manhã de nevoeiro… Esta é a história que os sete montes da futura glória percepcionam. Esta é a história que os sonhos envolvem… (Este é o livro que nos narra o regresso de D. Sebastião.)

UM POEMA DO LIVRO:

A BATALHA

Enquanto os homens caíam,

vencidos e já saudosos da Pátria,

D. Sebastião pegou no estandarte

e sentiu que perdida era a batalha.

Ah! Loucura, sonho ou enigma?…

Ainda alguns bravos combatiam

e já outros se rendiam por cobardia.

D. Sebastião, com o estandarte numa mão

e a espada do Conquistador na outra,

ainda se batia com a devaneio de vencer.

Mas uma luz envolveu-o e tomou as rédeas

do seu lusitano cavalo, já moribundo.

Quando a batalha foi finalmente perdida,

D. Sebastião partiu para regressar.

Ainda viram o rei no Longínquo,

ainda o viram desaparecer no nevoeiro —

nesse mistério português.